quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Comentário que passou a post

Ao post anterior
(e recuso-me a opiniar mais sobre isto)

"Mais do que a opinião sobre se se deve dar uns tabefes ou não, ou se dar tabasco ou pimenta é ou não um crime de lesa pátria, o que me tem chocado mais do que tudo são os juízos de valor que se têm feito.

Eu não partilho a opinião dos tabefes, até porque aqui em casa funciona bem o castigo de parar para pensar.
Não partilho, porque me lembro de tabefes injustos que levei, e atenção que não acho que a minha mãe me sovasse.
E isso não quer dizer que não tenha já dado umas palmadas no rabo da cachopa. Mas arrependo-me sempre. Não sou melhor nem pior que ninguém por isso, sou assim, ou melhor, tornei-me assim e pronto.

Enfim, mas nem quero estar a discutir qual é a fronteira entre tabefe e sova, porque acho que seria leviano da minha parte fazê-lo num blog de brincadeira, como o nosso.

Voltando ao que me choca, o que me choca mais do que tudo são as acusações que todos estes posts têm provocado. Estou particularmente chocada com as repercussões dos post do tabasco. Um post que é em parte caricatura, que é uma franja da realidade daquela família, foi transformado por alguns como uma confissão de crime capital.

É assustador como há pessoas que não se coibem de, por umas linhas que se escrevem, de forma humorística e naturalmente exacerbada, tecer considerações e juízos de valor. Nem estou sequer a falar da autoridade moral dessa gente para falar. Falo sobretudo da leviandade dessa malta. Porventura acharão que um blog retrata todo o nosso dia-a-dia? Como diz a própria SMS, o blog dela tem episódios que são mais engraçados, porque a normalidade é "normal", passe o pleonasmo.
Tudo isto para dizer que me choca imenso imenso quem, do alto de um pedestal imaginário que criou na sua mente, ousa tecer juizos de valor seríssimos, com base numa franja da realidade que lhe é dada a conhecer num blog. E quase equiparam uma piada a uma realidade dolorosíssima, que é a da violência infantil...
Ando absolutamente chocada.
O que a início me fez rir, aqueles comentários absurdos no post do tabasco, neste momento quase me faz chorar...
Há pessoas com uma necessidade urgente de rever prioridades...
E vou pensar se transformo este comentário em post ou não... Arre, que o blog das desnaturadas anda a ficar muito sério."

7 comentários:

Amores Perfeitos disse...

eu só penso que se a D. emilia vem aqui directamente do tabasco..tas tramada:P


LOL

Tânia disse...

Medo!!!!!!!!!!

Monica disse...

Muito sério mesmo... 'bora lá esquecer essa malta doida e voltar à "normalidade" ;)
beijocas

Miepeee disse...

Nao foram as unicas a ficar revoltadas, eu manifestei-me no momento em que li aquele comentario idiota da D. Emilia.
Nunca mais apareceu,alguem de bom senso colocou-lhe um bocado de tabasco na boca e ela aprendeu a licao...ahahaha

Noc@s disse...

Assino por baixo
Jocas picantes ;-)

Luz de Estrelas disse...

És sensata Tânia. Eu tb me tornei assim, que hei-de fazer? Levei muita porradinha da minha mãe. Porque ela não estava feliz, andava nervosa e descarregava tudo em nós. Todos os dias. Hoje arrepende-se porque, claro, ama-nos e sempre nos amou. Mas houve alturas em que duvidei muito disso e passei uma infância com essa solidão dentro de mim. Recuso-me a que os meus filhos alguma vez duvidem de que são amados. E, por isso, tento mesmo fazer um esforço para nunca bater com descontrolo ou até raiva, mas apenas aplicar as palmadas que eu achar convenientes, por motivos que eu considero falta de educação. Mas tb tenho pena do contrário, sabes? Tb me faz impressão quem critica as mães que nunca precisaram de bater nos filhos. Mais vale aceitar que todas temos filhos diferentes e vidas diferentes mas que todas nos comprometemos a bater o menos possível e sempre com motivos. Eu ~sei o limite da educação e da sova. Na primeira, batemos em consciência; na segunda batemos para os magoar.

Cristina disse...

Concordo com a Luz.
Sensatez é o mote. Há que equilibrar as coisas e não julgar os outros, por bater, por não bater, por utilizar métodos alternativos de educação uma única vez (lol). Bater mas não facilitar a questão. Não bater mas não fazer disso a essência da educação infantil. Como tudo, há sempre duas faces da mesma moeda...

Cristina