Eu ao ler alguns post´s que andam ai na blogosfera sobre dar umas valentes palmadas nos miúdos, ou os nossos filhos dizerem asneiras, etc., chego a uma bela conclusão:
“É tão fácil educar os filhos dos outros, na sua própria casa, sentadas (os) com o cú do sofá e a única coisa que se sabe de crianças é o que lêem nas revistas ou nos livros”.
Eu até me passo!
Faz-me lembrar a orientadora de estágio de uma grande amiga minha que é educadora de infância. Ela estava na altura a estagiar num colégio do estado que só era frequentado por crianças de etnia cigana. O colégio mesmo localizado no meio do bairro.
A minha amiga dizia que algumas vezes tinha mesmo de chegar a ter de dar uns açoites. A orientadora dizia que isso não era possível, e dava-lhe lições de como ela tinha de fazer – mais ou menos como os comentários que tenho lido.
Até que o dia em que a orientadora tinha de visitar a escola e avaliar a aluna no seu local de trabalho. Devo dizer que a senhora chegou lá cheia de teorias, mas a partir do momento em que um dos miúdos desatou a porrada à senhora e outro que gritava com ela, até aquele que se pendurava nela. A mulher saiu de lá quase a chorar com as mãos na cabeça de desespero.
Claro que estes miúdos são problemáticos e tal, mas o que interessa aqui é que é tão fácil se opinar sobre o que não se conhece.
Portanto meus senhores e minhas senhoras. Toca a aumentar a natalidade, e ponham em prova essas teorias belíssimas, que com os vossos filhos resultaram com toda a certeza.
Nos nossos pelos vistos, está provado que não resultara e portanto iremos continuar a dar umas boas palmadas quando for preciso e mais que seja.
Porque se hoje em dia o que faz falta a muitos miúdos e adolescentes que ai andam e terem precisado de levar uma boas palmadas no tempo certo.
E tenho dito…