Descobri que afinal, sem querer, não sou tão desnaturada assim. E isto tudo porquê? Porque, quando ando com a minha criança menor na rua, no carrinho de passeio, ele vem virado para mim. E porque é que ele vem virado para mim e não para a frente? Porque calhou montar assim o carro e sempre vai a irmã no patim com ele a conversar.
Seja como for isto tudo vem a propósito de um texto que li e me fez rebolar a rir:
Parece que uns investigadores concluíram que os bebés devem andar nos carrinhos de passeio virados para os pais e que os bebés e crianças que viajem de costas para os pais podem ter atrasos no desenvolvimento, porque, nesta posição, os pais conversam e interagem menos com eles.
Face a isto, cheguei às seguintes conclusões:
- nos casos investigados, provavelmente os pais e as crianças passavam 24 sobre 24 horas na passeata, sempre de carrinho para todo o lado e tudo feito com o carrinho em andamento. Só assim compreendo afirmações que as crianças ficassem tão afectadas por não ver os pais;
- provavelmente as criancinhas estariam agrilhoadas. É que, quando com a L. começámos a usar a cadeira do carrinho virada para a frente, ela quando queria olhava para nós, virando a cara;
- seriam, com certeza, famílias muito rígidas, que sobretudo passeiem em fila indiana. Isto porque quando passeamos todos na rua, há muitas alturas em que um de nós vai mais à frente, perto da parte da frente da cadeirinha...
Resumindo e concluindo: como os pais de hoje já são pouco fustigados com teorias para comprovar a sua profunda ineptidão para a paternidade, aqui chegou mais uma para um assunto tão pouco discutido como este. E depois admiram-se de a natalidade baixar :P
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sexta-feira, 20 de março de 2009
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